Atoron brincadeiras idiotas

E aí amiguinhos, como estão ? Pois é, eu estou indo, mas como vocês estão pouco de fudendo pra mim e só querem ler o carai do post, cliquem abaixo.

Bom jovens, se você tem mais de 15 anos, e algum osso fraturado ou cicatriz em um lugar totalmente aleatório, com certeza isso foi o resultado de alguma brincadeira imbecil e que poderia ser evitada, se algum adulto mandasse você parar minutos antes. Mas, concordem comigo, não tem nada mais divertido do que andar de bicicleta e quebrar o braço, ou pular de um muro e arrebentar a cara no muro OU no chão, ou brincar de policia e ladrão e bater no seu amigo que não aceita ser preso. Brincar de Dragon Ball Z, Mortal Kombat, luta livre, x-men, pique pega, esconde-esconde, gato mia.

Pois é, mas esse carai de post não é pra falar da infância não, e sim das fraturas que você teve nessa idade. Quando não era um primo mais velho, era o amigo sem-noção e que bombou na quarta série que sempre sugeria as brincadeiras idiotas, ou até os garotos mais velhos querendo descontar suas frustrações pré-adolescentes nos jovens com dentes de leite. Sem dúvida, a época que eu mais bati/apanhei na minha vida foi durante a segunda até a sexta série, quando você começa a ter cc e as garotinhas começam a apresentar certo interesse em caras da sétima.

Também tem os manés que continuam com as brincadeiras e que não passam desodorante e que estão pouco se fodendo para as garotas até se tocarem que fedem, ou tem os que não passam desodorante pelo RESTO da vida e ficam importunando nos caralhos do ônibus. Odeio quando tem nego fedido no ônibus, ODEIO. Outro post a se fazer, anotação mental feita, continuando o post.

Eu fui um desses manés, assumo, mas eu só comecei a feder no fim da sétima série, juro ):. Mas quanto às brincadeiras, eu só jogava pra quebrar os menininhos da sexta, sétima. Era realmente revigorante ver um deles indo chorando pra coordenação, e AI se dedasse quem foi que machucou ele. Pois bem, vamos lá!

Ranca

Não sei como esse caralho se chama no estado/país/mundo em que você vive, mas é básico e simples o jogo. Primeiramente, escolhe-se os pontos de salvamento e os mais novos são considerados “Café com leite”, logo quando a bola pega neles não conta. Ou pode bater de leve. Ah, fodas, ninguém nunca respeita isso e acaba batendo nele do mesmo jeito. Pois bem, o jogo consiste em chutar qualquer coisa chutável (duh) e fazer com que este objeto atinja outra pessoa antes de quicar no chão. No momento que o objeto toca este cara, ele está praticamente julgado pelo tribunal da inquisição à morte. Dezenas de garotos sedentos por sangue correm atrás dele tentando atingí-lo com socos, voadoras, tapas na cara, tudo que fosse possível enquanto ele corria pela sua vida até o ponto de salvamento.

Além de toda a dificuldade que o camarada tinha de correr até o ponto de salvamento, sempre tinham os filhos da puta que ficavam bem perto do ponto, só esperando pra dar o soco na cabeça final e outro viado que já ficava com a bola no pé, esperando todas as atenções do antigo algo saírem e chutar no meio da multidão, para um outro jovem ser espancado denovo.

Gato Mia
Já brinquei com várias variações, cobra cega, cabra cega, marco polo, mas o que eu me lembro claramente era gato mia. Normalmente eu jogava num quarto, onde alguém era escolhido pra ser o primeiro, (Normalmente na injustiça de o que deu a idéia de brincar gritar “Não sou eu!” e todos os outros fazerem o mesmo, até o burro da turma sobrar e ter que ser ele) esse era vendado e colocado para fora do quarto, todos tinham aproximadamente um minuto para se esconder e se posicionar da melhor forma e mais desconfortável possível para que não fosse achado. E uma regra que eu sempre achei meio injusta, a cada vez que o “procurador” disser gato mia, todos os participantes da brincadeira tem que miar. Mas imagina só, como a brincadeira deve ser injusta para o nosso colega Silvio Santos?

“- Gato Mia”

“-Mah OEE, MIAAUUuUuU HaHAEEE”

“-Silvio”

Pois é, mundo injusto não? Acho que a única parte que eu realmente gostava na brincadeira era fazer armadilhas para o procurador. Como ele estava com olhos vendados, valia de tudo, placa de dardos sem ponta no chão, carrinhos hot wheels e variáveis espalhados no chão para que ele pise e caia no chão, amarrar um saco de roupas em cima do armário e alguém soltar assim que o cara passar. Era realmente mágico. Me lembro que uma vez eu me machuquei, não seriamente, mas machuquei e por isso a mãe de um colega meu proibiu a prática de tal brincadeira em sua casa. Triste não?

Hoje Não

Uma das minhas brincadeiras preferidas. Lembram do bom, velho e seguro, Pedir altas? Não achei nenhuma imagem, mas é algo como fazer um V com as mãos, tipo de vitória mesmo, e berrar TÔ DE ALTAS, evitando que alguém te machuque seriamente com uma bola de futebol em um jogo de ranca por exemplo. O Hoje Não era basicamente assim, a cada vez que o sinal da escola tocar, você deve: (A) Tentar acertar um outro coleguinha que “alinhou” a brincadeira com você antes que ele faça o sinal e grite hoje não (B) Tentar salvar sua vida andando com um V para trás e outro para a frente, evitando assim qualquer ataque surpresa.


“Lindomar, o subzero brasileiro ao alinhar hoje não com a empregada que bate em bebês.”

Não expliquei ali em cima, mas alinhar era algo como, fazer parte do pacto de morte com seus amiguinhos de turma. Já vi muito neguinho levando voadora em hoje não, e outros sem noção até quebrando o dente. Pois é, as crianças da escola são selvagens, e querem sangue humano. Me lembro de um caso de um menino que desmaiou, ao levar uma voadora de hoje não do lado da parede, bater a cabeça na parede e desmaiar. Só que é tudo história, assim como a velha história do caixão fantasma na sala 6, e por aí vai.

Corredor da Morte

Esse também era beem sem sentido. A brincadeira era a seguinte, vários menininhos idiotas fazem duas paredes do lado do corredor, e o primeiro suicida a passar tomava chute, soco, dedo no cu, valia de tudo, até o coitado sair dali. Vivo ou morto. Assim como o hoje não, já ouvi casos de nego desmaiando, mas nada comprovado pela internet.

Em outros estados/cidades, o nome podia variar entre Corredor Polonês, Corredor Alemão, e por aí vai. Mas sempre era um caralho de um corredor e sempre alguém apanhava. Sempre.

Está aí e Deixa

Estaca e deixa, “Estákidexa”, assim como o hoje não, era um caralho de brincadeira idiota. Mas essa não doía corporalmente, e sim MORALMENTE. Não não, nada de estupros aqui, seus pedófilos. Estou dizendo que a brincadeira (que deve ter sido criada em um presidio) era o seguinte, ao alinhar com alguém, qualquer coisa que você estiver segurando e o cara bater na sua mão enquanto grita “ESTÁKIDEXA”, ela é de direito do outro cara.

Já perdi dinheiro, lápis, apontador, beyblade. Mas em troca, ganhei dinheiro, um cd do digimon world, chave da casa de um amigo (que por boa vontade devolvi). Me lembro até da vez em que eu e um amigo perdemos simultaneamente uma versão original de playstation de Final Fantasy 7. O corno tinha ganhado da tia que vivia nos EUA, e jogava todo dia. Como um jovem e dono de um Playstation, eu queria ter aquilo, eu PRECISAVA daquilo. O nome dele era Diogo, acho. o Diogo estava me mostrando o encarte do cd, e logo quando ia guardá-lo, eu rapidamente sapequei-lhe um tapa na mão, gritando o mais sonoro “ESTÁKIDEIXA” que as minhas cordas vocais já viram.

Como o quarto dele era do lado da lavanderia, o vão para a garagem era bem do lado. Assim que bati a mão, o encarte levantou, quicou na frente do vão, e caiu. Queda livre de 17 andares, nenhum caralho iria sobreviver àquilo. PORÉM, o cd virou pó. Todos os 4. A capinha também, a única coisa que sobrou para chorar em cima foi o encarte, que também por misericórdia devolvi ao pobre garoto, agora em prantos, e eu por dentro triste por não ter Final Fantasy 7 e nem poder ir na casa dele pra jogar.

Pois é amigos, como podem ver tive uma infância feliz e conturbada. Para os viados reclamando da falta de post, CHUPEM os 1350 caracteres. Falando nisso, vê se comentem, porra.

Lembrando que eu vivi grande parte da minha vida em Minas Gerais, logo se o nome varia de estado, dá pra entender qual é o jogo pela descrição

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