Aprendi ao longo da vida que [1]

“Não é o caralho”, É mais ou menos isso que eu pensava quando eu tinha lá pelos meus oito, nove anos, pra tudo que meus pais/avós diziam não. Me lembro bem que acabei me ferrando em cada coisa que meus pais disseram não e eu ignorei. Mas é sério, como eu ia adivinhar que descer um morro de bicicleta me renderia um pulso quebrado?

“Não puxe essa cortina!”

Como pouca gente sabe, eu sou menino criado na casa da vó a leite com pêra na geladeira e ovomalito, Gil que me perdoe. Mas daí, na casa da minha vó tem vários artefatos que uma criança pode achar a coisa mais divertida do mundo. Um deles, é a cortina de lá. A Cortina da casa da minha vó é mais ou menos parecida com a da foto, só que a dela não é dessa cor, porém tem a cortina atrás e aqueles “babados” na frente; Depois de ver Tarzan pela primeira vez em uma fita VHS, eu queria porque queria balançar naquela cortina.
Todo dia eu tentava, mas sempre recebia um não. Daí um dia estava jogando o jogo do Tarzan para ps1, deviam ser umas oito da noite, minha mãe e meu avô estavam em são paulo para uma apresentação da empresa ou qualquer coisa do tipo e pensei “É agora”.

Me arrastei sorrateiramente para fora do quarto, deixei o jogo no pause para fingir que ainda estava lá e fui me movendo levemente para a sala. Me senti o Tom Cruise em Missão Impossível, estava lá eu, sozinho, frente à frente com a cortina. Subi com toda a minha destreza juvenil no sofá, coloquei as duas mãos na cortina como tinha visto no jogo e pensei “Lá vou eu”.

Cerca de meio segundo depois, estava deitado de costas, com alguma coisa quase acertando minhas genitálias e com a cortina na mão. Uma imensa dor surgiu nas minhas costas e cabeça alguns segundos depois, e comecei a gritar de dor, óbvio que o barulho acordou metade do prédio, e o meu choro incessante deve ter acordado o resto, mas felizmente não foi nada graave não, daí retiramos o aprendizado #01: Cortina de vó não aguenta neto.

Continua no próximo episódio!

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“Tá meia gorda essa Jessica”

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